Novas análises de um fóssil de dinossauro revelaram uma “vela” (como as usadas em barcos) que se desenvolveu com o tempo ao longo das costas e cauda para atrair potenciais parceiros. O espécime de cerca de 125 milhões de anos foi descoberto anteriormente na Ilha de Wight, Inglaterra, e os resultados foram publicados na Papers in Palaeontology.
Entenda:
- Uma espécie de dinossauro desenvolveu uma “vela” dorsal para atrair parceiros;
- A descoberta foi revelada em um estudo que analisou um antigo fóssil da Ilha de Wight, na Inglaterra;
- Até então, acreditava-se que o espécime era de um iguanodon comum da ilha, mas novas análises mostraram o detalhe inédito;
- A crista em formato de vela nas costas e cauda pode ter se desenvolvido ao longo do tempo como parte de uma “exibição sexual”, para atrair parceiros.
Após sua descoberta, o fóssil de dinossauro vinha sendo mantido nas coleções do museu Dinosaur Isle, na Ilha de Wight. Análises prévias apontaram que o material pertencia a uma espécie de iguanodon comum da ilha – até que Jeremy Lockwood, clínico geral aposentado, percebeu um detalhe incomum.
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Dinossauro desenvolveu crista em forma de vela nas costas

Lockwood estava reexaminando os fósseis de dinossauros do museu para seu doutorado na Universidade de Portsmouth e no Museu de História Natural de Londres. Durante as pesquisas, ele notou que o iguanodon possuía uma crista em formato de vela nas costas – algo jamais visto em qualquer outro espécime da ilha.
“Embora o esqueleto não estivesse tão completo quanto alguns dos outros encontrados, ninguém havia realmente examinado esses ossos de perto antes. Acreditava-se que fosse apenas mais um espécime de uma das espécies existentes, mas este tinha espinhos neurais particularmente longos, o que era muito incomum”, conta Lockwood em um comunicado.
Novo nome do fóssil homenageia velejadora recordista

O dinossauro foi, então, rebatizado: Istiorachis macarthurae. Istiorachis significa “espinha de vela”, e macaruthurae é uma homenagem a Ellen MacArthur, velejadora e habitante da Ilha de Wight que estabeleceu, em 2005, o recorde mundial de viagem solo mais rápida sem escalas ao redor do mundo – e isso em sua primeira tentativa.
“A evolução às vezes parece favorecer o extravagante em detrimento do prático. Embora o propósito exato dessas características seja debatido há muito tempo – com teorias que vão da regulação do calor corporal ao armazenamento de gordura –, pesquisadores acreditam que a explicação mais provável neste caso seja a sinalização visual, possivelmente como parte de uma exibição sexual, e isso geralmente se deve à seleção sexual”, completa Lockwood sobre a “vela” do dinossauro.
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